Jornais eletrônicos nacionais e internacionais

Os jornais há muito são utilizados como fonte de informação. Eles são particularmente importantes em bibliotecas públicas e escolares — disponiblizam informações atualizadas, importante para estudantes e cidadãos em geral. Auxiliam desde o estudante que vai prestar vestibular e tem que estar atualizado até o cidadão desempregado que precisa ver os classificados de emprego.

Com as edições on-line dos jornais, é possível atualizar-se mais rapidamente (visto que os jornais costumam fechar as edições de madrugada e informações da manhã do dia já não são incluídas) e interagir com as notícias (através de enquetes, comentários).

As edições eletrônicas também auxiliam no acesso: se a biblioteca possui computadores para os usuários, muitos podem ler o jornal ao mesmo tempo. Isso, claro, se a biblioteca tiver a assinatura dele. Como é possível observar na comparação abaixo, a maioria dos jornais têm acesso restrito à edição impressa. De qualquer maneira, é possível ler as notícias recentes.

Ainda é possível ter acesso a jornais através de bases de dados. A UFRGS assina o Newspaper Direct, que dá acesso a jornais de diversos países.

A seguir, realizo uma breve comparação de alguns itens relacionados a jornais nacionais e internacionais.

JORNAIS BRASILEIROS

Folha de São Paulo (São Paulo)
Site: www.folhaonline.com.br

Versão digital (igual à impressa): Acesso restrito
Recursos multimídia utilizados: Imagens, vídeos
Comentários: Sim
Enquete: Sim
Publicidade: Sim
RSS: Sim
Sistema de busca: Sim

Estado de São Paulo – Estadão (São Paulo)
Site: www.estadao.com.br

Versão digital (igual à impressa): Acesso restrito
Recursos multimídia utilizados: Imagens, vídeos, áudio
Comentários: Sim
Enquete: Não observado
Publicidade: Sim
RSS: Sim
Sistema de busca: Sim
Outros: Possui tags

Estado de Minas (Minas Gerais)
Site: www.em.com.br

Versão digital (igual à impressa): Acesso restrito a praticamente todo o conteúdo do site
Recursos multimídia utilizados: Imagens [Não foi possível observar outros recursos]
Comentários: Não foi possível observar
Enquete: Não foi possível observar
Publicidade: Sim
RSS: Sim
Sistema de busca: Sim

Correio Brasiliense (Brasília)
Site: www.correiobraziliense.com.br

Versão digital (igual à impressa): Temporariamente disponível; em breve terá acesso restrito
Recursos multimídia utilizados: Imagens, vídeos, áudio
Comentários: Sim
Enquete: Sim
Publicidade: Sim
RSS: Sim
Sistema de busca: Sim
Outros: Possui tags

O Globo (Rio de Janeiro)
Site: www.oglobo.com

Versão digital (igual à impressa): Acesso restrito
Recursos multimídia utilizados: Imagens, vídeos, áudio
Comentários: Sim
Enquete: Sim
Publicidade: Sim
RSS: Não observado
Sistema de busca: Sim

zero Hora (Rio Grande do Sul)
Site: www.zerohora.com

Versão digital (igual à impressa): Acesso livre às últimas 30 edições
Recursos multimídia utilizados: Imagens, vídeos, áudio
Comentários: Sim
Enquete: Sim
Publicidade: Sim
RSS: Sim
Sistema de busca: Sim
Outros: Twitter

JORNAIS INTERNACIONAIS

The Australian (Austrália)
Site: www.theaustralian.news.com.au

Versão digital (igual à impressa): Acesso livre
Recursos multimídia utilizados: Imagens, vídeos
Comentários: Não observado
Enquete: Sim
Publicidade: Sim
RSS: Sim
Sistema de busca: Sim

Toronto Star (Canadá)
Site: www.thestar.com

Versão digital (igual à impressa): Acesso livre às últimas 7 edições
Recursos multimídia utilizados: Imagens, vídeos
Comentários: Sim
Enquete: Sim
Publicidade: Sim
RSS: Sim
Sistema de busca: Sim
Outros: Twitter

The New York Times (EUA)
Site: www.nytimes.com

Versão digital (igual à impressa): Acesso livre
Recursos multimídia utilizados: Imagens, vídeo, áudio
Comentários: Sim
Enquete: Sim
Publicidade: Sim
RSS: Sim
Sistema de busca: Sim

The Guardian (Inglaterra)
Site: www.guardian.co.uk

Versão digital (igual à impressa): Acesso restrito. Possui um arquivo digital com edições desde 1821.
Recursos multimídia utilizados: Imagens, vídeo, aúdio
Comentários: Sim
Enquete: Não observado
Publicidade: Sim
RSS: Sim
Sistema de busca: Sim
Outros: Twitter, Facebook, YouTube

Biblioteconomia em redes sociais web

Redes sociais web não são nenhuma novidade, estão aí Orkut, Facebook, Hi5, Myspace, para citar apenas algumas. Muitas pessoas (em especial adolescentes e jovens) têm conta em pelo menos um desses serviços e os utilizam diariamente para conversar com os amigos e compartilhar informações pessoas, além de conversar sobre assuntos de seu interesse.

Recentemente chegou ao Brasil (embora existe desde 2005) um serviço que permite que os usuários criem suas próprias redes sociais web: o Ning. Ele abre uma nova possibilidade: que pequenos grupos com interesses em comum criem suas redes sociais.

Em uma busca rápida, encontrei as seguintes redes sociais relacionadas à Biblioteconomia:

Bibliotecários 2.0 -> criada por um bibliotecário português, reúne pessoas que utilizam tecnologias 2.0 nas atividades de profissional da informação e de documentação.

Bibliotecários da Prefeitura Municipal de São Paulo -> criada por e para bibliotecários da Prefeitura Municipal de São Paulo.

Biblioteconomia da FURG -> reúne alunos e ex-alunos do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

Biblioteconomia na UFSCar -> reúne alunos, ex-alunos, funcionários e admiradores do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de São Carlos.

Ciência I -> propõe-se a ser um espaço para “desenvolver a área e profissionais da Ciência da Informação por meio da criatividade e desenvolvimento do conhecimento”.

Em busca da biblioteca perdida -> criada pelo prof. dr. Luís Milanesi, em substituição ao blog, propõe-se a ser um espaço para os bibliotecários e estudantes de Biblioteconomia discutirem os novos papéis e desafios da profissão

Rede social experimental -> criada por estudantes de Biblioteconomia da UFSC, ela tem como objetivo “a colaboração para a elaboração de TCC dos alunos de Biblioteconomia da UFSC” e está disponível apenas para convidados.

ZECA – Associação de ex-alunos da ECA -> reúne ex-alunos da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

Ainda é um número pequeno, mas pode-se observar que existe a demanda de espaços para se discutir Biblioteconomia. E, em alguns casos, em grupos bem específicos (como os bibliotecários da Prefeitura de São Paulo).

É possível chegar a algumas conclusões:

  • O crescente número de serviços da dita Web 2.0 alterou a forma como as pessoas compartilham informações;
  • Os usuários da Web têm uma gama de opções para compartilhar textos, vídeos, fotos, etc. — além de redes sociais web, há diversos serviços de blog e microblogging;
  • A Biblioteconomia, mesmo que timidamente, está inserida neste contexto de mudanças — e não só da parte dos estudantes, como pode-se observar com os exemplos que agregam, em sua maioria, profissionais já formados;

É importante ressaltar que “redes sociais web” e Biblioteconomia podem ser abordadas sob diferentes prismas: o de bibliotecários como usuários das redes, as redes como fonte de informação, o uso das redes pelas bibliotecas (tema abordado pela colega Carla), entre outras possibilidades.

Análise de conteúdo em blogs

Um pouco atrasada em relação ao conteúdo da aulas, mas vamos lá…

Conforme solicitado, analiso, a seguir, o conteúdo dos blogs: Pesquisa Mundi, Los futuros del libro, Bibliotecários Sem fronteiras, A Informação e Brasil que lê.

Pesquisa Mundi

Não conhecia este blog, portanto não tenho como analisar o conteúdo postado há muito tempo (pela falta de tempo de olhar todos os arquivos); mas me parece que ele é mais um agregador de notícias que um blog, de fato. Muitas das postagens mais recentes são apenas cópia (com a citação da fonte) de reportagens/notícias de outros lugares, sem acrescentar conteúdo próprio ou, ao menos, relacionar a notícia com outras já postadas ou com o objetivo do blog — e, aliás, concordo com o que a Carla falou a respeito de o blog não cumprir seu objetivo. Acho que o blog não é bom para a disseminação da informação pois não apresenta uma definição clara de que assuntos aborda e não tem mecanismos que propiciem uma boa indexação — o que faz o leitor não saber muito bem o que vai encontrar ali.

Los futuros del libro

Como disseminador de informações, me pareceu adequado, pois têm conteúdo próprio e link para notícias e textos relacionados; porém, não conta com um bom sistema para recuperar o conteúdo já postado — possui apenas uma busca livre, sem utilizar categorias e/ou palavras-chave, o que dificulta um pouco para os novos leitores saberem o que é abordado no blog (além do genérico “livros, editores e leitores no século XXI”).

Bibliotecários Sem Fronteira

Feito por jovens bibliotecários, o BSF é atualizado com frequência, sempre com conteúdo próprio. Eles disseminam o que há de novo e o que está sendo discutido (e, por vezes, “criam” a discussão) na nossa área. Observando os comentários, percebe-se que é bem aceito no meio — há muitos comentários e discussões por lá. Também oferecem muitos links para páginas relacionadas à Biblioteconomia. Não tenho como avaliar imparcialmente, visto que gosto e leio bastante (até participo, ocasionalmente).

A Informação

Também já conhecia este blog e considero um bom disseminador de informações. Nem todo o conteúdo é produção própria, mas o assunto é bem claro e as postagens são, de alguma maneira, relacionadas ao tema central do blog; também oferece uma vasta lista de links relacionados ao tema. Possibilita uma boa recuperação da informação publicada, pois faz uso de diversas categorias.

Brasil que lê

É atualizado com frequência e possui conteúdo próprio, em geral comentários a respeito de notícias veiculadas em outras mídias. Me pareceu ser bom como disseminador de notícias, visto que ele analisa o que está sendo noticiado; porém, deixa a desejar quanto à recuperação da informação — não faz uso de categorias e palavras-chave, como a maioria dos blogs hoje em dia faz.

Ferramentas de “Web 2.0″ para bibliotecas

Como a Web 2.0 pode colaborar para o relacionamento da Biblioteca com seus usuários? Quais as ferramentas que a Biblioteca pode utilizar para se comunicar com os usuários na Web 2.0, quais as características e vantagens de cada uma?

A Web 2.0 tem muito a contribuir para a relação das Biblioteca e seus usuários, pois possibilita uma nova forma de realizar os serviços de referência e de disseminação seletiva da informação, através da Internet. Elas possibilitam uma maior comunicação com os usuários e, principalmente, um feedback mais eficiente.

Algumas das ferramentas que podem ser utilizadas por bibliotecas são: blogs, microblogs, marcadores sociais e agregadores de notícias, para citar apenas alguns exemplos.

O blog, apesar de ser mais conhecido como “diário on-line”, é uma ferramenta de fácil atualização que permite disponibilizar conteúdos mais dinâmicos aos usuários – o que amplia as possibilidades de conteúdo em relação ao site, que costuma ser mais estático. Em geral são organizados por data, o que permite a posterior recuperação das atividades realizadas pela biblioteca em determinado período. É possível organizar o conteúdo em tags (marcadores) e categorias – o que também facilita na recuperação do que já foi publicado. Outro diferencial é a possibilidade de fazer comentários – dessa maneira, o usuário pode entrar em contato direto com a biblioteca e sugerir, criticar ou simplesmente comentar o que está sendo publicado. O blog pode ser hospedado em diversos lugares: no próprio site da biblioteca ou em ferramentas gratuitas, como o WordPress e o Blogger (do Google).

Fenômeno relativamente recente (principalmente no Brasil) são os microblogs –  com destaque para o Twitter, que é a ferramente mais conhecida e utilizada. Similar aos blogs pela fácil atualização, o Twitter possibilita, como diferencial, uma atualização em tempo real e restrita a 140 caracteres – ou seja, são atualizações rápidas, em geral informando algo que está acontecendo (novas aquisições, exposições, palestras) ou que algo foi atualizado (o site, por exemplo). Com a possibilidade de responder diretamente a uma postagem, o serviço de referência toma novos rumos – os usuários poderiam fazer perguntas diretas à biblioteca e ter resposta imediata, sem ser necessário ir à instituição ou abrir o e-mail.

Os marcadores sociais (mais conhecidos pelo termo em Inglês: social bookmarking) permitem compartilhar e divulgar páginas favoritas. Em vez de restringir as páginas que têm conteúdo importante ao computador da biblioteca, por exemplo, é possível compartilhar e organizar (com marcadores e categorias, tal como nos blogs) esses favoritos. Uma biblioteca pode utilizar essa ferramenta como etapa inicial do processo de referência, disponibilizando páginas (que podem direcionar diretamente a vídeos, imagens, texto, qualquer tipo de documento on-line) organizadas por assuntos e instruindo os usuários a buscar naqueles sites as informações que precisam para consultas rápidas. Também é possível indicar favoritos às pessoas que fazem parte da sua rede – com isso, os usuários poderiam indicar sites que acham relevantes à biblioteca e complementar essa fonte de informações referenciais. Como exemplos, é possível citar: del.icio.us, ma.gnolia, Diigo e StumbleUpon.

Por fim, outra ferramenta muito utilizada – e que é integrada à praticamente todas as outras ferramentas Web 2.0 e a diversos sites – são os agregadores de notícias (também conhecidos por feeds ou RSS). Eles possibilitam que todo e qualquer conteúdo que seja atualizado em sites, blogs, microblgs, marcadores sociais, etc., sejam enviados ao e-mail ou a uma outra ferramenta (como exemplo: Google Reader, Bloglines, Netvibes; os navegadores Internet Explorer, Firefox, Opera também possuem essa ferramenta). No caso de bibliotecas, elas poderiam utilizar-se dessa ferramenta para manterem-se atualizadas e, posteriormente, divulgar as notícias mais relevantes aos seus usuários. O ponto mais importante dos agregadores é que eles possibilitam que a informação vá até o usuário, e não o contrário. Eles também são usados para a disseminação seletiva da informação – é possível receber atualizações somente de uma categoria e/ou marcador do blog, por exemplo, possibilitando que o usuário receba apenas informações de seu interesse.

Em suma, uma das grande vantagens do uso de ferramentas Web 2.0 é a possibilidade de atingir tanto os usuários reais quanto os potenciais – os que não conhecem e/ou não freqüentam a biblioteca podem passar a fazê-lo por achar importantes as informações compartilhadas na Internet, através dessas diversas ferramentas. Considerando a importância de atingir principalmente os usuários potenciais, é de se levar a sério essas novas ferramentas e oportunidades de comunicação.

Exemplifique o caso de alguma Biblioteca que você conheça que utilize estes recursos.

Encontrei diversas bibliotecas que utilizam uma ou mais ferramentas da chamada Web 2.0. Abaixo cito algumas das instituições, separados por tipo de ferramenta que utiliza.

Blogs:

Biblioteca Central da UFRGS

Biblioteca da UNISINOS

Biblioteca da FEEVALE

Twitter:

Biblioteca Virtual do Estado de São Paulo

Fundação Biblioteca Nacional

Biblioteca Municipal de Grândola (Portugal)

American Library Association (ALA, Estados Unidos)

Cleveland Public Library (Estados Unidos)

Ada Community Library (Estados Unidos)

City of Casa Grande Library (Estados Unidos)

Delicious:

Biblioteca Virtual do Estado de São Paulo

Biblioteca da Escola E.B. 2,3/Secundária de Baião (Portugal)

Faculdade de Economia da Universidade do Porto (Portugal)

Alguns artigos relacionados (e de onde tirei alguns dos links):

Bibliotecas e a web 2.0: tirando vantagem das ferramentas disponíveis, do Web Librarian

Web 2.0 e as bibliotecas: compartilhando bookmarks, do Web Librarian

Twitter 101, tools, mashups, estudos de caso e bibliotecas que utilizam

del.icio.us libraries, da Angela C.W.

–x–

Notas:

  • Não entrei no mérito da denominação “2.0″ — isso é pra outro post;
  • Texto escrito para a disciplina de Estudos de comunidades e usuários em 2009/1;
  • Post originalmente publicado no vacamodeon, no dia 19 mar. 2009.

Apresentação

Este blog foi criado para a disciplina BIB03043 – Tópicos Especiais em Sistemas de Gestão da Informação, ministrada pela Profª Drª Helen Rozados, no curso de Biblioteconomia da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Aqui serão abordados temas referentes ao conteúdo dado na disciplina.

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